A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi derrotada em uma ação penal na Justiça Federal nesta quinta-feira (12). A parlamentar era assistente de acusação em um processo contra uma estudante de veterinária da Paraíba, denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) por transfobia.
Nesta semana, Erika Hilton pediu ao MPF para investigar o apresentador de TV Carlos Roberto Massa, o Ratinho, por transfobia. O pedido é motivado por um comentário dele sobre a eleição da congressista como presidente da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados.
No caso da estudante de veterinária, o processo foi motivado por publicações dela no antigo Twitter (atual X) em 2020. Hoje com 34 anos, a estudante Isadora Borges postou que “mulheres trans não são mulheres”.
“A gente fala que mulheres trans não são mulheres (porque obviamente nasceram do sexo masculino) e os transativistas falam que feministas radicais não são gente, não são seres humanos. Imagina acreditar em um feminismo que desumaniza mulheres?”, diz a postagem.
O processo cita ainda outra publicação de Isadora: um vídeo com uma fala de Bronwyn Winter, professora emérita da Universidade de Sidney, sobre a filósofa francesa Simone de Beauvoir (1908–1986).
“Uma pessoa que se identifica como transgênero mantém seu DNA de nascimento. Nenhuma cirurgia, hormônio sintético ou troca de roupa vai mudar esse fato”, diz Winter no vídeo.
À coluna Andreza Matais, Isadora se disse aliviada com o fim do processo. “Foi um momento muito estressante da minha vida, que nunca vou esquecer”, disse.
Igo Estrela/Metrópoles
